As portas de fazer 31 anos me pergunto: será que valeu a pena?
sábado, 13 de março de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
I am still right here
“I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything”
Escutando essa música eu escrevo essa carta, cheguei ao limite, não tem mais para onde fugir, não tem mais por que tentar. Nada muda, tudo piora, a vida inteira se tornou um fardo. Imagens, pessoas, lugares, tudo me lembra coisas ruins. Não sei mais quando foi à última vez que consegui ter paz. Deitar na cama e simplesmente dormir. Depressão, solidão, medo e angústia foram o que sobraram. Nada mais sinto, nada mais quero. Não tem porque tentar, não tem porque continuar me machucando dessa maneira. Tudo tem que acabar, tudo vai acabar. Peço desculpa por ser fraco, peço perdão por não conseguir chegar até o final, mas a vida tornou insuportável. Peço a deus que me ajude, peço a qualquer ser ou entidade, um pouco de afeto, um pouco de paz, mas não encontro.
Não tem mais porque tentar, não tem mais porque ficar aqui.
Existem muitas maneiras de se enfrentar um problema, eu encontrei a minha, e espero que ninguém venha a criticá-la. Aos que ficam, peço que não se machuquem, peço que sejam fortes e agüentem o peso da Vida. Não chorem, não fiquem tristes, deixe me ir em paz. Deixe-me trilhar meu caminho.
Adeus a todos.
Saibam que amei vocês, vocês farão falta, uma vez que foram vocês que fizeram os últimos instantes aqui um pouco menos insuportável.
Ps: quase 2 anos, porque e para quê não sei. Arrependimento não mata, infelizmente.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Momento
Quando a noite chega os pensamentos ficam confusos, as idéias e esperanças somem.
O mundo se embaralha, tudo fica com tom acinzentado. Apenas uma cor pode se destacar nesse cenário, cor essa que somente irá aparecer se houver vida.
Falo do vermelho sangue. Quando a noite chega, apenas ela se destaca, apenas ela trás o brilho e um pouco de calor à noite fria.
Conforme escorre pelo braço, a sensação de vazio diminui. A dor toma o lugar da solidão. A carência é trocada pela sensação de conforto. O fio fino continua seu caminho até formar uma gota no cotovelo. Observo essa gota, ela cresce lentamente, até que num momento ela cai. Sigo seu caminho até o chão, lá ela se encontra com outras, algumas já secas, outras que acabaram de cair.
A vida se esvai, o tempo passa lentamente, nada mais sinto.
Sobra somente o silêncio.
Nihil
Pensamentos ruins em noite fria e chuvosa não são legais, fantasmas aparecem e a depressão bate a porta. O riso, as palavras de carinho e promessas tornam-se vagas, e a sensação de uma manhã melhor fica cada vez mais distante. A noite chama, o silêncio e a escuridão serão minhas companheiras, serão as testemunhas. Num canto do quarto eu choro, a luz apagada, o pc ligado. Esperanças de dias melhores silenciam-se aos poucos. Um sentimento cresce, uma vontade começa a criar força. Tudo isso até um dia em que virá o desejo, e com ele o destino.
A noite e o silêncio deixarão de ser observadores e irão cumprir sua função. E no canto do quarto escuro restará o vazio.
?!?
Qualquer forma de prazer é somente mais uma atitude patética de passar por momentos felizes. Em busca dessa felicidade muitas vezes nos esquecemos de quão insignificantes nós somos. Queria parar de pensar, parar de tentar ser feliz, parar com tudo.
Gostaria somente de viver, um pouco, o silêncio e calma que acompanha a mente dos iluminados, e só por um minuto largar essa vida que só me derruba...
PS: post revoltado, com muita razão de ser, de existir.
My mind RIP.
1°
Dois anos separam a data original deste post e a republicação de hoje.
Nada mudou...
2°
Três anos, nove meses e vinte dias....
As coisas pioraram.
Dia e noites.
Sozinho no quarto sentou e chorou, era a quinta vez naquele dia. A luz apagada, os olhos embotados, janela aberta.
Cabeça a mil.
Resolveu fumar, levantou devagar, tateou a escrivaninha ate encontrar o maço de cigarros. Pegou um, procurou o isqueiro, não encontrando começou a passar a mão de forma frenética pela mesa. Derrubou alguns objetos. Algo se quebrou. O estampido de vidro quebrado cortou o silêncio daquele quarto escuro. A noite vinha alta, sem lua sem estrelas.
Finalmente achou o isqueiro acendeu o cigarro, dirigiu-se para a janela. Pôs-se a chorar novamente.
O som do choro se perdia na noite, e a angústia preenchia todo o cômodo. Acabou o cigarro, sentou-se no chão frio.
As lágrimas caiam de seus olhos, as mãos inquietas percorriam o chão, tombou.
Seus olhos fitaram alguns cacos de vidro, teve uma idéia.
Recolheu um dos cacos, examinou, achou pouco afiado, descartou, pegou outro.
Aquele serviria. Sorriu.
Um sorriso amargo, frio, pálido, mas ao menos um sorriso, único de meses. Brincou um pouco com o caco de vidro.
Fechou os olhos e lentamente cortou seu pulso esquerdo.
O ardor e a dor lhe lembraram de que estava vivo, o sangue fluindo alcançou os dedos, a sensação quente e viscosa, deu lhe uma estranha sensação.
Sorriu novamente, sua vida estava esvaindo, ficou calmo.
Enquanto sangrava uma luz se acendeu no cômodo.
Uma luz azul clara, fria, bruxuleante.
Um rosto era visível nessa luz. Um rosto lindo, sereno, e se aproximava rápido.
Chegou próximo dele, beijou-lhe a face, encostou-se a seu ouvido e uma doce voz sussurrou: “acabou, venha”.
Suas lágrimas secaram, sua dor passou. Sua boca sorriu de felicidade, única genuína, sua alma alcançou a paz que tanto almejou.
No quarto, escuro uma brisa leve entrou pela janela, no chão restava apenas um isqueiro, alguns objetos caídos, e cacos, tanto de vidro quanto de uma vida, que somente alcançou a felicidade no fim.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Gênese 1:4
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